Como tudo começou
Pe. Drehmanns, redentorista, holandês, era procurado por muitos leigos que queriam colocar sua vida totalmente a serviço de Deus e que aspiravam a uma vida espiritual mais profunda, a vida contemplativa. Na direção destas pessoas, cresceu para ele a convicção que se tornou a base de todo seu agir: a pessoa chamada à contemplação não precisa, necessariamente, optar por uma das ordens contemplativas existentes. É possível para leigos, em grupo, viver como consagrados e ajudar-se mutuamente a chegar a uma vida de maior união com Deus por meio da oração, e almejar o dom da contemplação.
Assim foi crescendo a ideia de uma forma de vida que, mais tarde, tornou-se conhecida como “vida secular consagrada” ou “Instituto Secular” (Reconhecida juridicamente através da Constituição Apostólica “Provida Mater Ecclesia“, promulgada por Pio XII, em 1947).
Com algumas de suas dirigidas, Pe. Drehmanns começou a experiência no dia 15 de outubro de 1942, festa de Santa Teresa d’Ávila, em Amisterdam – Holanda. Inicialmente, o grupo se denominava “Societas Sponsarum Iesu” e se apresentava externamente como “Clube de Retiros Santa Teresa d’Ávila”. Depois de se prepararem através de um retiro de cinco dias, dez senhoras, entre elas duas viúvas, fizeram os votos perpétuos e uma, por não ter ainda a idade exigida para este compromisso, fez os votos por um ano. As duas mais jovens tinham 27 e 30 anos.
A fundação aconteceu com muita simplicidade, ato discreto, em uma das salas simples do Convento das Irmãs Missionárias de Maria, durante a Segunda Guerra Mundial.
Com a fundação de seu Instituto Secular, Pe. Drehmanns mostrou ter uma visão profética. Ele compreendeu, já bem cedo, que a Igreja daquele tempo precisava de novas formas de vida consagrada a Deus.
No dia 08 de Outubro de 1950, Pe. Drehmanns partiu para o Brasil com oito membros. Depois de uma penosa viagem de navio, chegaram à Terra de Santa Cruz, no dia 30 de Outubro do mesmo ano.
Em 1987, a Seção do Brasil tornou-se autônoma e, em 1991, Dom Serafim Fernandes de Araújo, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte à época, lavrou o Decreto de Ereção Canônica, aprovando o Instituto como Instituto Secular de Direito Diocesano, passando a denominar-se Instituto Secular Unitas-Brasil.